sábado, 19 de novembro de 2011

CEO da Iata destaca peculiaridades da aviação brasileira



Em participação no fórum que a Associação Latino-americana de Transporte Aéreo (Alta) realiza ontem e hoje no Rio de Janeiro, o diretor e CEO da Iata, Tony Tyler, destacou duas características específicas do mercado brasileiro, quando falou sobre aviação. Segundo ele, a concessão dos aeroportos e uma política de preços têm papel prioritário no desenvolvimento do setor. “O centro econômico do Brasil precisa de mais conectividade, o que deveria ser uma das principais estratégias econômicas do governo”, disse o CEO da Iata. “Mas o programa de concessões de aeroportos desenhado pelo governo traz sérias questões para as empresas aéreas, uma vez que o governo tem papel duplo, como responsável pelas concessões dos aeroportos e também como regulador econômico”, questionou.


Dirigindo-se às autoridades governamentais que participavam do encontro, Tyler pediu que o governo reavalie a fórmula de paridade de preços para o combustível. “Baseando-se no preço do mercado de Houston e incluindo encargos de importação e transporte, cria-se uma desvantagem competitiva de US$ 400 milhões anuais para as empresas aéreas”, disso. “Isso não deveria ocorrer no Brasil, que pode suprir 80% de suas necessidades de combustível com recursos próprios.” Tyler ainda citou estudo da Oxford Economics, sobre lucratividade na aviação civil. Segundo o estudo, a aviação contribui com R$ 32 bilhões para a economia brasileira, representando 1% do PIB e 700 mil empregos.


Apesar dos comentários sobre o Brasil, o CEO da Iata conclui que uma visão de longo prazo sobre a aviação latino-americana “só pode ser otimista”. “O potencial econômico dessa vasta e variada geografia só pode ser percebido com uma indústria de aviação de sucesso”, disse.


Fonte: Panrotas

Fusões animam mercado da aviação, mas governos preocupam



Para discutir consolidação de acordos e futuro das companhias aéreas, Líbano Barroso, CEO da Tam, Pedro Heilbron, CEO da Copa, Ignacio Cueto, COO da Lan, Fabio Villegas, CEO da Taca, e Roberto Kriete, presidente da Alta, participaram de mesa no Alta’s Airline Leaders Forum, no Rio de Janeiro. Nesta manhã (18/11), os líderes reunidos - conduzidos por Gabriela Frias, âncora da CNN – falaram sobre as fusões Latam e AviancaTaca, mudanças na configuração do setor aéreo e globalização.



Líbano Barroso, Tam; Fabio Villegas, da Taca, Ignacio Cueto, da Lan; Pedro Heilbron, da Copa; e Roberto Kriete, da Alta.


A menina dos olhos da vez é a Latam, fusão entre a chilena Lan e brasileira Tam. Recentemente unidas, as companhias ainda buscam alinhar seus processos operacionais. “Não importa se o melhor processo é da Lan ou da Tam, vamos buscar o melhor e aplicá-lo”, disse o CEO da Tam, Líbano Barroso. Ele também destacou a importância da formação de alianças, “Temos nossa marca local, que tende a crescer globalmente cada vez mais. Através de nossas alianças, um morador de Coari, lugar isolado no Amazonas, pode ir à China utilizando os serviços da Trip, da Tam e da Air China”.


Já o CEO da Copa, questionado sobre possíveis fusões, brincou “Estamos solteiros no momento. Mas é claro que sempre podemos nos apaixonar”. Para Heilbron, é importante pensar em alianças, quando se tem como meta a internacionalização de mercados.


O presidente da Alta, Roberto Kriete, aproveitou para sugerir o melhor caminho no processo de fusão. “Os objetivos devem ficar bem claros, é preciso saber exatamente aonde se quer chegar. Assim, é possível aplicar a estratégia cuidadosamente, como Avianca e Taca têm feito”, aconselhou Kriete.


Entre outras questões, os participantes levantaram o seguinte questionamento: até que ponto a intervenção do governo é saudável para o setor? Exemplos de grandes companhias que receberam investimentos por parte do governo e, ainda assim, quebraram. Por outro lado, investimentos em infraestrutura e aeroportos são bem vindos, por auxiliarem na eficiência dos serviços prestados.


O setor aéreo tem participação de 20% na economia brasileira, tendo se popularizado nos últimos anos. “Antes, era um verdadeiro evento viajar de avião. Agora, é um popular meio de transporte. Hoje, é uma questão de serviço público. Para se ter ideia, o setor gera direta e indiretamente quase um milhão de empregos”, afirmou Barroso.


Para os participantes da mesa, há uma grande dificuldade em fazer com que autoridades governamentais compreendam as mudanças atravessadas pelo setor. O COO da Lan acredita que os governos poderiam auxiliar na renovação das tecnologias empregadas. “É difícil seguir os avanços tecnológicos, muitas companhias têm obtido resultados ruins ou até mesmo quebrado. Essa é uma indústria que está longe de ser rica”, disse Cueto.


“Essa conferência é um importante passo. Precisamos que as autoridades entendam que essa indústria mudou. Há a necessidade de mover frotas para novos destinos e garantir segurança”, comentou Villegas, CEO da Taca.


Kriete analisou o cenário da aviação comercial nos últimos anos, “Se pensarmos que, há 13 ou 14 anos, era tão difícil viajar entre as capitais latino-americanas e, hoje, respondemos por 5% da aviação em todo o mundo, percebemos que é preciso mudar a postura dos governos quanto ao apoio às companhias aéreas”. Villegas também acredita que o crescimento significativo do setor demanda por mudanças políticas.


Questionado sobre quais seriam as preocupações para um futuro próximo, o presidente da Alta aposta em duas principais: os impactos da crise europeia na economia global e a alta do preço do petróleo, que comprometeria a elasticidade das tarifas. Kriete acredita que a redução do preço das passagens é uma tendência permanente. O CEO da Tam também defende essa tendência, “Os preços continuarão competitivos e os passageiros só têm a ganhar. O cliente terá cada vez mais opções”.


Entre as apostas dos líderes presentes, a Argentina foi citada por Barroso como um mercado crescente e atraente, além de fundamental à integração da América do Sul. Heilbron aposta na Venezuela como mercado estratégico. De acordo com o presidente da Alta, Caracas tem potencial para se tornar um importante hub no continente.


O Alta’s Airline Leaders Forum termina na noite de hoje (18/11) com coquetel no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro.


Fonte: Mercado e Eventos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Primeiro vôo de teste do A330, nova aeronave da Airbus


TOULOUSE, França, 5 Nov 2009 (AFP) - A nova aeronave da fabricante europeia Airbus, o avião de transporte A330-200F decolou de Toulouse (sudeste da França) nesta quinta-feira para realizar o primeiro voo de teste, de acordo com imagens divulgadas pela empresa na internet.

Com esta aeronave, usada para transporte de mercadorias, a Airbus reaparece no mercado de aviões de carga de longo alcance, amplamente dominado pela rival americana Boeing.

A Airbus já recebeu 67 encomendas para o A330-200. A aeronave pode transportar 64 toneladas de carga com um alcance superior a 7,400 km ou 69 toneladas em distâncias de até 5930 km. Uma versão de passageiros do A330-200 está em serviço desde 1998.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Feira Nacional de Aviação Civil

Essas imagens da Feira Nacional de Aviação Civil foram realizadas por Fábio Kruschewsky Lemos, servidor da ANAC e fotógrafo amador.

A Feira aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de julho de 2009, na área do III Comando Aéreo Regional (COMAR), no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro, e atraiu cerca de 40 mil pessoas entre adultos e crianças.



quinta-feira, 2 de julho de 2009

Voo 447: avião não se rompeu no ar, aponta relatório

O avião da Air France-KLM que caiu no Oceano Atlântico há cerca de um mês com 228 pessoas a bordo não se rompeu no ar, informou o Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA), agência francesa que lidera a investigação. "O avião não foi destruído enquanto estava voando", disse Alain Bouillard, da BEA, ao divulgar seu primeiro relatório sobre o desastre.
A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico na noite de 31 de maio durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De um total de 51 corpos encontrados pelas equipes de busca do acidente, 35 já foram identificados pela força-tarefa composta pela Polícia Federal (PF) e pela Secretaria de Defesa Social (SDS) em Pernambuco. As informações são da Dow Jones.


Justiça do Rio concede indenizações para mais 2 famílias de vítimas de voo 447


Fonte: Folha Online
O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio concedeu às famílias do procurador federal Carlos Eduardo Lopes de Mello e da médica Bianca Machado Cotta a antecipação da indenização pela morte do casal no voo 447 da Air France, na noite de 31 de maio deste ano. O casal partia em lua de mel para Paris, destino do Airbus. As informações são do escritório de advocacia das famílias.

De acordo com o escritório do advogado João Tancredo, que também obteve a tutela antecipada de indenização para a família do engenheiro Walter Nascimento Carrilho Junior, 42, o critério utilizado para obter antecipadamente a reparação financeira foi a mesma. Os pais das vítimas recém-casadas receberão o equivalente à pensão e para o tratamento médico psicológico, de acordo com o escritório. O valor ainda não foi informado.

Divulgação

No último dia 17, o TJ divulgou a decisão do juiz Magno Alves de Assunção, da 28ª Vara Cível do Rio, que acatou parcialmente o pedido de antecipação da indenização feito pela viúva de Carrilho em seu nome e de três filhos menores de idade. A Air France deveria depositar 30 salários mínimos --R$ 13.950-- até esta terça-feira (30). O escritório de Tancredo, por volta das 14h desta quarta-feira, ainda não sabia informar se a companhia efetuou o pagamento.

Caso a companhia aérea descumpra a decisão, válida até o julgamento final da ação, está sujeita à multa diária de R$ 1.000. A empresa já foi intimada e não apresentou recurso, de acordo com o TJ (Tribunal de Justiça).

Lua de mel

A médica e o procurador se casaram no sábado anterior à noite do desastre, com uma grande festa no Iate Clube de Icaraí, em Niterói. Eles namoraram por três anos.

Bianca era uma jovem romântica, de 25 anos, que realizou um casamento ""de contos de fada", para cerca de 300 convidados, segundo parentes.

Carlos Eduardo atuava na Procuradoria Federal Especializada junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Segundo a AGU (Advocacia Geral da União), o rapaz prestou concurso para a função em 1997 e já atuou como procurador federal e sub-procurador chefe da Procuradoria junto ao CVM.

Voo 447

O voo 447 da Air France desapareceu sobre o oceano Atlântico na noite de domingo (31), com 228 pessoas a bordo --216 passageiros e 12 tripulantes. De acordo com a empresa, há 58 brasileiros entre os ocupantes.

O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30 de domingo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Comunicação sobre acidente com voo AF447 é alvo de críticas

Por Clément Guillou

PARIS (Reuters) - A comunicação de informações relativas à investigação sobre o acidente com o vôo 447 da Air France entre Rio e Paris vem sendo criticada no Brasil e na França por uma parte da comunidade aeronáutica e das famílias das vítimas, para as quais a Air France e o BEA vêm minimizando a responsabilidade das sondas Pitot na catástrofe.

O Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), que até agora deixou vazar poucos elementos sobre o avanço das investigações, vai divulgar na quinta-feira um primeiro relatório sobre a investigação, um mês após o acidente. O Airbus A330 da Air France caiu no oceano Atlântico em 31 de maio, deixando 228 mortos, dos quais 72 franceses.
"Todas as respostas serão fornecidas a partir do momento em que estiverem disponíveis. Os únicos elementos sobre os quais podemos nos basear são os que levamos a público", repetiu o presidente do BEA, Paul-Louis Arslanian, precavendo-se contra "aqueles que constroem explicações com base nesse conjunto instável".
O site da Internet Eurocockpit (www.eurocockpit.com), alimentado por pilotos, mecânicos, funcionários de navegação e controladores aéreos, propôs diversas explicações.
Com base nas 24 mensagens do sistema automático (Acars) transmitidas nos últimos quatro minutos de vôo do A330 e que o site diz ter recuperado, ele afirma que não há dúvida alguma quanto ao fato de que o congelamento das sondas Pitot tornou a aeronave impossível de pilotar à noite e numa zona de tempestade.
As mensagens Acars não foram divulgadas na íntegra pela BEA. Numa coletiva de imprensa dada em 6 de junho, Paul-Louis Arslanian mostrou apenas extratos das mensagens, que podiam ser interpretados de diversas maneiras.
INCOERÊNCIA NAS VELOCIDADES

A análise dessas mensagens, diz o BEA, indica realmente uma "incoerência nas diferentes velocidades medidas", mas esta não seria forçosamente uma causa do acidente.
A Air France e a Airbus descartaram a tese das sondas Pitot em suas intervenções sobre o assunto. O diretor geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, "não está convencido" de que elas tenham tido envolvimento no acidente.
"O problema das sondas não pressagia as causas reais do acidente", diz seu homólogo da Airbus, Fabrice Brégier.
Para a BEA, a tempestade atravessada pelo A330 entre o Rio de Janeiro e Paris é um elemento tão válido quanto a perda de informações sobre a velocidade, porque foi "confirmado".
As condições meteorológicas "muito difíceis" foram mencionadas por Arslanian desde 3 de junho e lembradas em cada encontro com a imprensa.
Esse elemento é igualmente citado pelo diretor do Museu do Ar e do Espaço de Le Bourget, Gerard Feldzer, em artigo publicado no Le Monde em 14 de junho.
"Como e quando o avião entrou nessa tempestade?", perguntou o ex-comandante de bordo e instrutor de Airbus na Air France. Os tubos Pitot "não podem explicar sozinhos as razões da tragédia", ele acrescentou.
Menos de dez horas após o acidente, a Air France, através de seu diretor de comunicação, aventou a probabilidade de um relâmpago ter atingido o avião. Os sindicatos de pilotos lembram que nenhum acidente na história da aviação civil foi atribuído a um relâmpago e que um avião é atingido por relâmpago em média uma vez a cada 1.500 horas de vôo.
Em 6 de junho, depois de fazer uma análise da situação na zona no momento da passagem do avião, a Météo France declarou que as condições meteorológicas gerais tinham sido "normais para um mês de junho".
Um meteorologista norte-americano, Tim Vazques (www.weathergraphics.com/tim/af447) observou que nenhum clarão de relâmpago foi observado na zona, e o mesmo foi dito por um co-piloto do vôo AF459 de São Paulo a Paris que passou pelo local 20 minutos após o AF447.
O comandante desse vôo disse ao Le Figaro que "os mapas por satélite indicavam uma zona de tempestade, mas nada de preocupante". Para evitar uma massa de nuvens particularmente ativa, ele precisou, entretanto, manipular seu radar, coisa que nem todos os pilotos fazem sistematicamente.
FILTRAGEM" DAS INFORMAÇÕES

Quando, após as primeiras análises das mensagens automáticas, a Airbus lembrou os procedimentos a serem seguidos quando as indicações de velocidade contêm erros, os pilotos se revoltaram. Esse lembrete foi visto como um questionamento da atuação do comandante do vôo AF447.

O sindicato minoritário Alter exigiu a substituição das sondas Pitot em todos os aviões A330 e A340, o que foi feito muito rapidamente pela Air France, mas sem comunicar o fato ao sindicato ou à imprensa. O Alter e a mídia tomaram conhecimento da substituição das sondas pelo sindicato majoritário dos pilotos, o SNPL.
Um dos advogados da associação de famílias das vítimas disse que as famílias não estão chocadas com a escassez de informações divulgadas sobre a investigação, mas com a falta de acompanhamento psicológico.
"Posso compreender o fato de o BEA não divulgar informações. Posso compreender as tentativas de fazer com que isso não tenha desdobramentos comerciais. Humanamente, porém, não houve apoio", disse o advogado Sylvain Maier.
Stéphanie Bottai, advogada da primeira família a ter aberto uma ação cível, afirma que "certas famílias de vítimas sentem que nem toda a verdade vem sendo dita" e "constatam uma manifesta filtragem das informações".